










Dia 2 (Bouznika – Casablanca)
Dormimos poucas horas para nos levantarmos e fazer uma sessão de surf épica com ondas desde 0.5mt até 2.5mt, sempre a variar. Uma direita longa e com um crowd muito soft e sem grandes stress. Falei com uns bacanos que acabaram por me convidar a apanhar umas no pico com eles, pois eu mantinha-me um pouco afastado. Não queria conversas nem stress com os locais, mas estes eram malta boa e ao que me parece todos eles “conhecem”Portugal: “Prria Grrandé et trés bom?!”Pois amigos, até pode ser mas aquilo não é mesmo nada ao pé das minhas Ilhas no Algarve onde surf de Verão com água quente e muito Sol. “Oui?”.
Conheci também uma linda Casablanquense (finalmente vejo uma Marroquina engraçada o resto parecem “Sereias” metade mulheres, metade baleias. Que me desculpem as verdadeiras Sereias que conheço na minha Santa terrinha), que fazia surf. Chama-se Renata e mandava-se nos “Basaltos” como uma louca e com um longboard BIC. Antes de bazarmos, pois estava ela, eu o Tó e o Baganha sozinhos no pico, avisei-a que iamos embora e ela ia ficar sozinha com aquelas morras com 2 metros sólidos ao que me respondeu: " Tudo bem, o mar esta bom para mim!", Foda-se bom? Enorme e clássico mas depois de 5 horas a surfar e com um miseral pequeno almoço, tivemos que sair para um almoço digno de Reis, esparguete com salchichas, feijão frade e molho de tomate “Á là Daniel”,regado com uma bela vinhaça do tio do Sérgio Vicente com 17 graus de estalo, vinho da zona de Odeleite perto de Alcoutim. Ao primeiro copo ja via as ondas melhor.
Enquanto descansávamos tivemos um “Jorge” que não falava Françês e que vinha com uns papeis azuis todos sujos para nos vender. O gajo parecia ter uns 60 anos e não nos largou por uma hora. Cada vez que bazava o Daniel dava-lhe um leve gritinho: “Uuuuuuuuuuu!”O “Jorge” olhava para trás com cara de mau e voltava para mais uns minutos de seca com os tais papelinhos. Quando se fartava bazava e o Daniel…: “Uuuuuuuuuu!” e lá voltava a alminha ao mesmo, claro que foi o cagar de rir com aquilo! Ainda fomos abortados por uma tipa com um puto que gostava de ver a autocaravana por dentro. Deixamo-la entrar. Ela era muito educada mas pareceu ter ar de louca, tinha um olhar estranho e para ser sincero, pareceu-me um trávesti. Depois de ver a Autocaravana disse-me: “- Se precisarem de alguma coisa, eu moro naquela casa ali ao fundo. Só têm que bater á porta e os meus empregados tratam de tudo!” Foda-se, chamas a aquilo casa? Era uma puta duma mansão comum design todo moderno. Mais tarde a tipa passou por nós no seu X3 com um grande olá. Para mim a gaja queria era “mel”.
Enquanto escrevo este dia, estou refastelado na bela cadeira de praia do Baganha a ouvir Shakira (vê só a cena) com um chapéu ao bom estilo Balinês na mona e a curtir os 20 graus que o Sol manda… mesmo á boss.


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